Consensualidade administrativa na Advocacia Pública: análise institucional da experiência da Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.25.n.02.2026.3740

Palavras-chave:

Consensualidade administrativa. Advocacia Pública municipal. Autocomposição. Procuradoria municipal. Direito Administrativo.

Resumo

O artigo analisa o processo de institucionalização da consensualidade no âmbito da Advocacia Pública Municipal, à luz das transformações normativas e jurisprudenciais do Direito Administrativo brasileiro. Parte-se do problema de pesquisa relativo às alternativas consensuais adotadas pelas Procuradorias Municipais na condução de demandas consultivas e contenciosas, com especial atenção ao papel institucional da Advocacia Pública na mitigação da litigiosidade estatal e no fortalecimento da segurança jurídica. Adota-se metodologia descritiva, com abordagem qualitativa e método hipotético-dedutivo, valendo-se de pesquisa documental e normativa, a partir da análise de experiências e práticas adotadas em diferentes Municípios brasileiros. O trabalho examina os fundamentos legais do consensualismo, incluindo o Código de Processo Civil, a Lei de Mediação, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e a Lei nº 14.133/2021, bem como precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça que flexibilizam a noção tradicional de indisponibilidade do interesse público. No plano empírico, são analisados arranjos institucionais e práticas concretas de Procuradorias Municipais que incorporaram mecanismos de autocomposição, com especial atenção à experiência da Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre, em razão de seu grau de maturidade no tema. A partir desse panorama, evidencia-se a consolidação de um modelo de Advocacia Pública mais preventiva, dialógica e orientada à eficiência administrativa. Conclui-se que o consensualismo representa vetor relevante de modernização da atuação das Procuradorias Municipais, com impactos positivos na redução da judicialização, na segurança jurídica e na efetividade das políticas públicas.

Biografia do Autor

Bruno Alex Londero, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando em Direito Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Políticas Públicas pela UFRGS. Especialista em Direito Penal e em Administração Estratégica pela UNIASSELVI, em Gestão Pública pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e em Contabilidade Pública pela Faculdade da Grande Fortaleza (FGF). Bacharel em Direito e em Ciências Contábeis pela UFSM. Professor no curso de Ciências Jurídicas da Faculdade Verbo Educacional (VERBOEDU) e da Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE/RS). Auditor de Controle Externo do TCE/RS.

Daniela Copetti Cravo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Pós-doutorado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora e mestra em Direito pela UFRGS. Bacharela em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Professora orientadora de mestrado na Ambra University (Estados Unidos). Professora da graduação em Direito na Faculdade João Paulo II (FJP) e Verbo Jurídico. Professora convidada de cursos de especialização em Direito (Damásio, UFRGS, PUCRS, UniRitter, Unisinos, FMP/RS, Unicap, Ebradi). Procuradora do Município de Porto Alegre.

Patrícia Adriani Hoch, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestra e Graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especialista em Direito Processual Tributário pela Universidade Anhanguera (Uniderp). Professora substituta do curso de Direito da UFSM e da Faculdade de Ciências Jurídicas de Santa Maria (UNISM). Advogada.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

LONDERO, B. A. .; COPETTI CRAVO, D. .; ADRIANI HOCH, P. . Consensualidade administrativa na Advocacia Pública: análise institucional da experiência da Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 25, n. 02, 2026. DOI: 10.25109/2525-328X.v.25.n.02.2026.3740. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/3740. Acesso em: 13 jul. 2026.

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