Estados iliberais e a ideia atual de estado democrático

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-3298.v.18.n.02.2026.3834

Resumo

O artigo analisa o fenômeno dos Estados iliberais a partir de três dimensões essenciais à compreensão do regime político: a relação entre legitimidade e legalidade; a distinção entre democracia formal e democracia substantiva; e os mecanismos de decisão sobre o que é ou não democrático. Partindo do diagnóstico de que a recessão democrática global se aprofunda desde 2010, com cerca de 90 Estados autocráticos ou em processo de autocratização, o texto examina as origens e as características
dos regimes iliberais, demonstrando que eles não surgem do nada, mas se desenvolvem a partir de democracias constitucionais que não lograram consolidar seus fundamentos. A análise percorre a história do conceito de democracia, da Antiguidade Clássica à contemporaneidade, para sustentar que a democracia não é uma forma vazia, mas um valor universal dotado de conteúdo substantivo, inscrito em sistemas normativos que impõem limites às maiorias ocasionais. Conclui que a proteção da democracia exige, além da reafirmação institucional, o aprofundamento da participação política esclarecida dos cidadãos, a governança democrática do espaço digital e o fortalecimento dos mecanismos de controle e accountability do poder.

Biografia do Autor

Nina Beatriz Stocco Ranieri, Universidade de São Paulo

Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Livre-docência pela USP. Mestra e bacharela em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professora titular da Faculdade de Direito da USP. Coordenadora da Cátedra Unesco de Direito à Educação.

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Publicado

2026-08-10

Como Citar

Stocco Ranieri, N. B. (2026). Estados iliberais e a ideia atual de estado democrático. Publicações Da Escola Superior Da AGU, 18(02). https://doi.org/10.25109/2525-3298.v.18.n.02.2026.3834

Edição

Seção

CAPÍTULO 1