Jurisdição constitucional líquida e consequencialismo democrático

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-3298.v.18.n.02.2026.3831

Resumo

O presente artigo propõe uma abordagem teórica alternativa às teses da resiliência constitucional, sustentando que a jurisdição constitucional, diante dos períodos de crise e pressão democrática, não retorna à sua forma original, mas se adapta evolutivamente, conservando em sua identidade institucional o aprendizado das experiências de ameaça. A partir da metáfora do acordeão – instrumento que se expande e se retrai em movimentos contínuos submetidos a uma harmonia condutora – defendesse a tese da jurisdição constitucional líquida como capacidade adaptativa que não degenera os valores que fundamentam a própria existência da jurisdição. Para tanto, propõe-se um consequencialismo democrático estruturado em quatro eixos: a fundamentação e proteção da autonomia do Direito; o exame estratégico sobre o engajamento jurisdicional; uma ética de tolerância pluralista; e o fomento a uma cultura democrática no tempo. A metodologia empregada combina análise teórica da doutrina constitucional e da teoria da democracia com a perspectiva hermenêutica de Peter Häberle, especialmente a ideia de pós-entendimento como mecanismo de incorporação do fator tempo no processo interpretativo.

Biografia do Autor

Guilherme Pupe da Nóbrega, Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa

Pós-doutorado pela Universidade de Granada (Espanha). Doutor  em Direito pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Mestre em Constituição e Sociedade pelo IDP. Especialista em Direito Constitucional pelo IDP. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB). Professor de Direito do IDP. Presidente do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral (COPEJE). Desembargador Titular do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE/DF).

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Publicado

2026-08-10

Como Citar

Pupe da Nóbrega, G. . (2026). Jurisdição constitucional líquida e consequencialismo democrático. Publicações Da Escola Superior Da AGU, 18(02). https://doi.org/10.25109/2525-3298.v.18.n.02.2026.3831

Edição

Seção

CAPÍTULO 1