As agências reguladoras e a arbitragem: critérios para a escolha de árbitros por agências reguladoras federais

Autores

  • Roberta Negrão Costa Wachholz Advocacia-Geral da União

Resumo

A arbitragem com a Administração Pública é uma realidade. A inclusão de convenção de arbitragem em contratos de infraestrutura cresceu porque a arbitragem é reconhecida com um meio eficiente e célere de resolver disputas de alta complexidade técnica e grande relevância econômica. Essa é a razão pela qual agentes privados e a Administração Pública buscam se utilizar desse mecanismo privado de resolução de controvérsias. A celeridade da arbitragem se deve à flexibilidade do procedimento e a possiblidade de submeter o conflito a um regimento processual mais adequado às características particulares do caso concreto. A efetividade está relacionada à possibilidade de escolher árbitros experientes e com notório conhecimento sobre o objeto da disputa, o que pode fazer com que a entrega da decisão seja mais rápida e de maior qualidade, em decorrência da especialização dos julgadores. É comumente dito que o sucesso da arbitragem depende da qualidade dos árbitros e, por isso, a escolha dos árbitros é um passo crucial no procedimento. A Lei de Arbitragem prevê critérios mínimos para que a pessoa possa exercer a função de árbitro, critérios esses de observância obrigatória para as partes – e também a Administração Pública. Esse trabalho irá analisar o procedimento e critérios para as agências reguladoras escolherem árbitros nos procedimentos em que são parte.

Biografia do Autor

Roberta Negrão Costa Wachholz, Advocacia-Geral da União

Mestre em Direito e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Especialista em Advocacia Pública pela Escola da Advocacia-Geral da União (EAGU). Procuradora Federal, Procuradora-Geral Substituta da ANTT.

Downloads

Publicado

2024-03-19

Como Citar

Negrão Costa Wachholz, R. . (2024). As agências reguladoras e a arbitragem: critérios para a escolha de árbitros por agências reguladoras federais. Publicações Da Escola Superior Da AGU, 16(01). Recuperado de https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/EAGU/article/view/3458

Edição

Seção

ARTIGOS