AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA: COMO INSTRUMENTO VIABILIZADOR DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.17.n.3.2018.953

Palavras-chave:

Audiência. Custódia. Processo. Dignidade. Pessoa. Humana.

Resumo

 Para que se faça possível um Estado democrático de direito tal como pretendido pela Constituição Federal de 1988, é necessário um ordenamento jurídico harmônico com os princípios basilares de um Estado destinado ao resguardo e promoção da dignidade da pessoa humana consubstanciada no respeito à liberdade frente ao arbítrio estatal. Dessa maneira, busca-se verificar como a apresentação imediata do preso sob custódia, consolida a democratização de direitos, à medida que cumpre o devido processo legal. Antes mesmo de explicar a audiência de custódia, alvo do presente trabalho acadêmico, é imprescindível compreender o que representa o devido processo legal num Estado democrático de direito. Igualmente, compreender como os tratados internacionais sobre direitos humanos são incorporados ao ordenamento jurídico pátrio, e a responsabilidade que tem o Estado signatário. Feitas essas considerações, poder-se-á analisar de maneira mais crítica como os tribunais no Brasil estão decidindo acerca da audiência de custódia e que apesar da ausência de norma interna, o CNJ vem incentivando a realização da mesma através da Resolução nº 213/2015.

Biografia do Autor

Tanise Zago Thomasi, Centro Universitário de Brasília

Doutoranda em Direito pelo UniCEUB; Mestre em Direito pela UCS; Professora adjunta na Universidade Tiradentes - UNIT

Debora de Jesus Oliveira Santos, Graduanda em Direito pela Universidade Tiradentes - Unit

Graduanda em Direito pela Universidade Tiradentes

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Publicado

2018-09-28 — Atualizado em 2018-09-28

Como Citar

ZAGO THOMASI, T. .; SANTOS, D. de J. O. AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA: COMO INSTRUMENTO VIABILIZADOR DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 17, n. 3, 2018. DOI: 10.25109/2525-328X.v.17.n.3.2018.953. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/953. Acesso em: 3 abr. 2025.

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Artigos