REPARTIÇÃO DE BENEFÍCIOS: QUALQUER COISA É MELHOR DO QUE NADA
DOI:
https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.17.n.1.2018.823Palavras-chave:
Lei. Conhecimentos tradicionais. Repartição de benefícios. Teoria dos jogos. Incentivos.Resumo
O artigo analisa, a partir do sistema de geração legal de incentivos descrito na Teoria dos Jogos, a não ocorrência da concreta repartição de benefícios de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade, de maneira a se conceder à comunidade contrapartida aos benefícios por ela dispensados à pesquisa ou ao produto a ser desenvolvido. O mais surpreendente, sem dúvida, é compreender, pela metodologia da Análise Econômica do Direito, que a não concretização da repartição de benefícios parece ser fruto do sistema legais de incentivos que rege a matéria, geradores de comportamentos racionais estratégicos não desejados por parte dos usuários de conhecimentos tradicionais.
Referências
ANDERSON, Regine; TVEDT, Morten Walloe; FAUCHALD, Ole Kristian; WINGE, Tone; ROSENDAL, Kristin; SCHEI, Peter Johan. International agreements and processes affecting an international regime on Access and benefit sharing under the Convention on Biological Diversity. FNI Report 3/2010. Lysaker, FNI, 2010, 47 p.
BARBOSA, Denis BORGES. O paladino da biodiversidade. Disponível em: <http://www.denisbarbosa.blogspot.com>. Acesso em 17 fev. 2013.
BRASIL - MMA (Ministério do Meio Ambiente) • Conferencia de Partes - COP. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biodiversidade/convencao-da-diversidade-biologica/conferencia-das-partes>. Acesso em 18 out. 2013.
BRASIL. Processo administrativo n. 02000.000324/2010-53. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: SBF/DPG/AA. Interessado: Universidade Estadual de Maringá – UEM. 3 volumes. 508 p.
BRASIL. Processo administrativo n. 02000.000591/2012-92. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: SBF/DPG/AA. Interessado: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. 2 volumes. 238 p.
BRASIL. Processo administrativo n. 02000.001752/2012-65. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: SECEX/SPOA/CGGA/DIATA/SERPRO. Interessado: Schwaab Company – Ind. Emp. Exp. Produtos da Amazônia LTDA. 1 volume. 291 p.
BRASIL. Processo administrativo n. 02000.002688/2012-30. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: SBF/DPG/AA. Interessado: Raros Agroindústria S.A. 2 volumes. 196 p.
BRASIL. Processo administrativo n. 02000.002921/2010-12. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: SBF/DPG/AA. Interessado: Raros Agroindústria S.A. 3 volumes. 440 p.
BRASIL. Processo Administrativo n. 02000.004048/2006-16. Ministério do Meio Ambiente. Unidade Autuadora: CGGA/SERPRO. Interessado: Universidade Federal do Amazonas - UFAM. 2 volumes. 400 p.
DAES, Erica-Irene. Etude sur la propriété culturelle et intellectuelle des peuples autochtones. Rapport élaboré dans le cadre de la Sous-Commission de la lutte contre les mesures discriminatoires et de la protection des minorités de L’ONU, document : E/CN.4/Sub2/1993/28. Disponível em<http://www.unhchr.ch/Huridocda/Huridoca.nsf/ (Symbol)/E.CN.4.Sub.2.1993.28.En?Opendocument>. Acesso em 11 set. 2013.
DIAS, L. L. C. C. ; MARINHO, MARIA EDELVACY PINTO . Concretização da Repartição de Benefícios em Conhecimentos Tradicionais Associados à Biodiversidade no Brasil. Veredas do Direito, v. 12, p. 28, 2015.
GERVAIS, Daniel J., Traditional Knowledge & Intellectual Property: A TRIPS-Compatible Approach. Michigan State Law Review, p. 137, Spring 2005. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=507302>. Acesso em 17 dez. 2012.
GERVAIS, Daniel J., Traditional Knowledge: Are We Closer to the Answers? The Potential Role of Geographical Indications (April 5, 2009). ILSA Journal of International and Comparative Law, Vol. 15, No. 2, pp. 551-567, 2009; Vanderbilt Public Law Research Paper No. 09-18. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=1444516>. Acesso em 04 ago. 2012.
GLOBAL GOVERNANCE OF GENETIC RESOURCES: Acess and Benefit-Sharing after the Nagoya Protocol, edited by Sebastian Oberthur e G. Kristin Rosendal, Routledge, 2014.
ICTSD • Resultados da COP 8. Disponível em: <http://ictsd.org/i/news/pontesquinzenal/5142/>. Acesso em 18 out. 2013.
ICTSD • The quest for effective traditional knowledge protection: some reflections on WIPO’s recent IGC discussions. Disponível em: <http://ictsd.org/i/news/bioresreview/135678/>. Acesso em 17 dez. 2012.
INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual. Relatório de Atividade 2011-2012. Disponível em: <http://www.inpi.gov.br/images/docs/livro_inpi_portugues_final.pdf>. Acesso em 11 nov. 2013.
INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Portal. Guia Básico de patentes. Disponível em: <http://www.inpi.gov.br/portal/artigo/guia_basico_patentes>. Acesso em 28 nov. 2013.
KISHI, Sandra Akemi Shimada. Repartição de benefícios na atual legislação e nos projetos de lei no Brasil. In: MINAHIM, Maria Auxiliadora (Coord.) et al. Meio ambiente, direito e biotecnologia: estudos em homenagem ao prof. Dr. Paulo Affonso Leme Machado. Curitiba: Juruá, 2010.
LEUZINGER, Márcia Dieguez. Acesso ao patrimônio genético brasileiro e aos conhecimentos tradicionais associados. In: Conservação da biodiversidade: legislação e políticas públicas / Roseli Senna Ganem (org.) – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2009/10/biomas-brasileiros>. Acesso em 06. dez. 2013.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Quarto relatório nacional para a convenção sobre diversidade biológica: Brasil /Ministério do Meio Ambiente. Brasília: MMA, 2011.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. Departamento do Patrimônio Genético. Secretaria Executiva do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80043/relatorio-cgen-2012.pdf>. Acesso em 08 dez. 2013.
NAGAN, Winston P. and MORDUJOVICH, Eduardo J. and OTVOS, Judit K. and TAYLOR, Jason. Misappropriation of Shuar Traditional Knowledge (TK) and Trade Secrets: A Case Study on Biopiracy in the Amazon (2009). Journal of Technology Law and Policy, Vol. 15, No. 9, 2009. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=1722823>. Acesso em 16 out. 2013.
NAIME, Roberto. Ecodebate sobre biodiversidade. Disponível em: . Acesso em 15 out. 2010.
NÓBREGA, A. C. V. An nova lei de responsabilização de pessoas jurídicas como estrutura de incentivos aos agentes. EALR, v. 5, nº. 1, p. 62-76, Jan-Jun, 2014.
OLDHAM, Paul D.; HALL, Stephen. A European Patent Indicator for Access to Genetic Resources and Benefit-Sharing. April 30, 2009. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=1397108> ou <http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1397108>. Acesso em 18 out. 2013.
OLDHAM, Paul D.; Negotiating Diversity: A Field Guide to the Convention on Biological Diversity (2003). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=1331543> ou <http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1331543>. Acesso em 18 out. 2013.
OMPI, PCT yearly review, 2012, disponível em: http://www.wipo.int/pct/en/activity/index.html. Acesso em 03 de jul. 2014.
PLANO NACIONAL DE AGROENERGIA 2006-2011 / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,Secretaria de Produção e Agroenergia. 2. ed. rev. - Brasília, DF : Embrapa InformaçãoTecnológica, 2006.
PLATIEU, Ana Flávia Barros; VARELLA, Marcelo Dias (orgs.). Diversidade biológica e conhecimentos tradicionais. Belo Horizonte: Del Rey, 2004.
REIS, P. R.; OLIVEIRA, A. L. A teoria dos jogos aplicada aos institutos despenalizadoes do Sistema jurídico brasileiro. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/?artigo_id=9632&n_link=revista_artigos_leitura>. Acesso em 11 set. 2015.
SANTILLI, Juliana. Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores. São Paulo: Petrópolis, 2009.
SANTILLI, Juliana. Biodiversidade e conhecimentos tradicionais associados: novos avanços e impasses na criação de regimes legais de proteção. Revista de Direito Ambiental, São Paulo, ano 8, n. 29, p. 83/102, jan./mar. 2003.
SANTILLI, Juliana. Socioambientalismo e novos direitos – Proteção Jurídica à Diversidade Biológica e Cultura, São Paulo, Peirópolis, 2005.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos estud. - CEBRAP, São Paulo, n. 79, Nov. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000300004 &lng=en&nrm=iso>. Acesso em 06 dez. 2012.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para uma sociologia de ausências e para uma sociologia de emergências. Disponível em: <http://www.ces.uc.pt/bss/documentos/sociologia_das_ausencias.pdf>. Acesso em 13 nov. 2013.
SCHUARTZ, L. F. Introdução à teoria da decisão. Disponível em: http://academico.direito-rio.fgv.br/ccmw/images/7/7e/Introdu%C3%A7%C3%A3o_a_Teoria_da_Decis%C3%A3o.pdf. Acesso em 11 set. 2015.
SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA. Biodiversiddae e Conhecimentos Tradicionais Associados: implementação da legislação de acesso e repartição de benefícios no Brasil, organizdo por Simone Nunes Ferreira e Maria José Amstalden Moraes Sampaio, 2013.
VARELLA, Marcelo Dias and BARROS-PLATIAU, Ana Flávia G. Indigenous and Local Communities Governance: Innovative Laws on Genetic Resources Management (November 6, 2003). Innovative Governance (Hanna Jaireth & Dermot Smyth, IUCN, Anne Books, 2003). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2172081>. Acesso em 16 out. 2013.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 REVISTA DA AGU

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta Revista concordam com os seguintes termos:
- os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista da AGU o direito de primeira publicação;
- os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta Revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta Revista.