O COSTUME NA TEORIA PURA DO DIREITO: UMA ANÁLISE PELO MÉTODO DA HISTÓRIA DO DIREITO

Autores

  • Juliano Scherner Rossi Advocacia-Geral da União

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.16.n.01.2017.729

Palavras-chave:

: História do Direito; Teoria Pura do Direito; Hans Kelsen; Costume

Resumo

Será analisado o costume jurídico na Teoria Pura do Direito, de Hans Kelsen, a partir do método da história do direito: se a Teoria Pura articula de algum modo história do direito como elemento de sua proposta metodológica quando trata do costume e como. Tem-se então não a Teoria Pura na história, mas a história na Teoria Pura. Na primeira seção é apresentada uma proposta metodológica para a história do direito, com base nas obras de Costa, Grossi e Hespanha. Na segunda, é feita análise da proposta de pureza metodológica da Teoria Pura. Na última, é discutido o costume na Teoria Pura e se a abordagem de Kelsen acerca da vigência da norma costumeira incorpora elementos de história do direito, segundo o método proposto. A questão jurídica no exame do costume diz respeito à existência de um ato de vontade que estabeleça o costume como norma e seu conteúdo desta. O método da história do direito é útil para averiguação dos dois aspectos, mas Kelsen não estabelece um método para investigação do costume ou sua formação (especula-se que em razão da própria pureza metodológica). O método histórico se aplica sem prejuízo do método kelseniano, no âmbito  de cada um, o que revele abertura deste em relação àquele.

Biografia do Autor

Juliano Scherner Rossi, Advocacia-Geral da União

Procurador Federal, Bacharel em Engenharia Mecânica (UFSC, 1997) e Direito (UFSC, 2003), Especialista em Direito Público (UnB, 2010), Mestre em Direito (UFSC, 2013) e discente do programa de Doutorado em Direito (UFSC, 2015-).

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Publicado

2017-04-07 — Atualizado em 2017-04-07

Como Citar

ROSSI, J. S. O COSTUME NA TEORIA PURA DO DIREITO: UMA ANÁLISE PELO MÉTODO DA HISTÓRIA DO DIREITO. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 16, n. 01, 2017. DOI: 10.25109/2525-328X.v.16.n.01.2017.729. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/729. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Artigos