ASPECTOS ECONÔMICOS E JURÍDICOS DA EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO: BREVE INTRODUÇÃO AO CONTRATO DE PARTILHA DA PRODUÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.14.n.2.2015.575Palavras-chave:
Direito Administrativo. Petróleo. Pré-Sal. Partilha da Produção. Contrato. Marco Regulatório.Resumo
Sobretudo no campo da saúde humana, os avanços da ciência são capazes, cada vez mais, de relacionar fatores biológicos, comportamentais e ambientais com o surgimento e o desenvolvimento de doenças multifatorais como o câncer. O amianto ou asbesto, substância conhecida desde da antiguidade e largamente utilizada pela indústria em razão de suas notáveis propriedades, revelou-se, após décadas de estudo, altamente perigoso para a saúde. Não é fácil, porém, nas hipóteses de doenças sujeitas à causalidade múltipla, fator patogênico direto e imediato para efeito de estabelecimento de responsabilidade civil. O reconhecimento dos riscos envolvidos na exploração, industrialização e comercialização do amianto é importante para reorientar a legislação nacional que, na contramão dos demais países, transige com a exploração comercial da variedade crisotila. A percepção desses riscos também é fundamental para solucionar problemas típicos de responsabilidade civil, como o das indenizações pleiteadas por trabalhadores expostos ao amianto. Na Justiça do Trabalho, a dificuldade de se comprovar a relação causal entre a doença diagnosticada e o fator de risco presente no ambiente de trabalho que lhe ocasionado tem sido contornada pela presunção decorrente do conceito de doença ocupacional.
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