CUMPRIMENTO DA DECISÃO REPARATÓRIA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS PELO BRASIL

Autores

  • Rachel de Oliveira Lpoes Advocacia-Geral da União
  • José Augusto Fontoura Costa Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.13.n.42.2014.547

Palavras-chave:

Obrigação de Pagar. CIDH. Brasil.

Resumo

O presente artigo busca examinar o modo de cumprimento da obrigação de pagar nascida de sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos proferidas contra o Brasil, com vistas a verificar se a prática empreendida tem sido a mais adequada à espécie. Adota-se o método qualitativo, a partir da descrição da forma de incorporação da normativa internacional no ordenamento jurídico brasileiro e da análise da executoriedade das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, passando-se então ao estudo das formas de cumprimento das decisões reparatórias possibilitadas ao Estado brasileiro, mas sem olvidar a existência de decisões assecuratórias, que dão ensejo a obrigações de fazer. O cotejo entre as disposições convencionais, constitucionais e legais, a doutrina e alguma jurisprudência existente em torno da aplicação dos dispositivos invocados, leva à conclusão de que o Brasil tem adimplido adequadamente as obrigações de pagar oriundas de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Biografia do Autor

Rachel de Oliveira Lpoes, Advocacia-Geral da União

Procuradora Federal lotada na Procuradoria Seccional Federal em Santos/SP; Mestranda em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos; Membro do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos e Vulnerabilidades da Universidade Católica de Santos.

José Augusto Fontoura Costa, Universidade de São Paulo

Professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; Professor da Universidade de Sorocaba.

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Publicado

2014-12-31 — Atualizado em 2014-12-31

Como Citar

LPOES, R. de O.; COSTA, J. A. F. CUMPRIMENTO DA DECISÃO REPARATÓRIA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS PELO BRASIL. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 13, n. 42, 2014. DOI: 10.25109/2525-328X.v.13.n.42.2014.547. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/547. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Artigos