Economia comportamental a favor da inclusão na previdência pública
DOI:
https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.21.n.02.2022.2955Palavras-chave:
Economia comportamental. Políticas públicas. Tomada de decisão. Inclusão previdenciária. Aposentadoria.Resumo
Estudo no campo da economia comportamental aplicada ao planejamento de políticas públicas com objetivo de fomentar a inclusão de trabalhadores contribuintes individuais no Regime Geral de Previdência Social. A hipótese investigada é a de que esse campo de estudo disponibiliza uma série de intervenções em políticas públicas que possibilitam minimizar a evasão previdenciária, em reforço aos instrumentos tradicionais de renúncia fiscal materializadas na redução da alíquota contributiva devida ao INSS. Adotou-se o método de revisão bibliográfica de estudos que analisam os processos de tomada de decisão que envolvam trocas intertemporais. A conclusão é no sentido de que vieses comportamentais comuns nos planejamentos de poupança de longo prazo, que exigem a postergação do consumo imediato para a obtenção de vantagens num futuro distante, são reforçados pela atual organização do contexto no qual as pessoas tomam a decisão (arquitetura da escolha) de contribuir para o INSS. Pequenas mudanças na maneira como os incentivos são propostos poderiam produzir melhores resultados.
Referências
AFONSO, Luís Eduardo. Progressividade e aspectos distributivos na previdência social: Uma análise com o emprego dos microdados dos registros administrativos do RGPS. Revista Brasileira de Economia, RBE, Rio de Janeiro, v. 70, n. 1, p. 3 -30, jan./mar., 2016.
ALLIANZ. Relatório Global do Sistema Previdenciário. São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.allianz.com.br/sobre-allianz/sala-de-imprensa/relatorio-global-2020.html. Acesso em: 30 Jun. 2021.
ANBIMA. Raio X do investidor brasileiro. 3. ed. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://www.anbima.com.br/pt_br/especial/raio-x-doinvestidor-2020.htm. Acesso em: 30 Jun. 2021.
ANSILIERO, Graziela; COSTANZI, R. Nagamine. Cobertura e padrão de inserção previdenciária dos trabalhadores autônomos no Regime Geral de Previdência Social. Rio de Janeiro: IPEA, 2017.
ANSILIERO, Graziela; COSTANZI, R. Nagamine; FERNANDES, A. Zioli. Análise descritiva das políticas públicas de inclusão previdenciária dos trabalhadores autônomos: o plano simplificado de previdência social e o microempreendedor individual. Rio de Janeiro: IPEA, 2020.
ARIELY, Dan. Previsivelmente Irracional. Rio de Janeiro: Sextante, 2020. BANCO MUNDIAL. The Global Findex Database 2017. Disponível em: https://globalfindex.worldbank.org/. Acesso em 03, Jun. 2021.
BILICH, Feruccio B. Perfil da população brasileira ocupada, sem proteção previdenciária e com capacidade contributiva. Informe de Previdência Social, v. 30, n. 7. Brasilia: Coordenação Geral de Estudos Previdenciários da SPREV/ MF, 2018.
BRASIL. Coordenação Geral de Estudos Previdenciários da SPREV/MF. Informe de Previdência Social, v. 30, n. 6, jun., 2018a.
______. Ministério da Fazenda. Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar – SURPC. O Instituto da Inscrição Automática no âmbito do Regime de Previdência Complementar: o caso do segmento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Brasília, DF, 2018b.
______. Ministério da Economia. Secretária Especial de Previdência e Trabalho. Resultado do Regime Geral de Previdência Social. Brasília, DF, Abril, 2021a.
______Ministério da Economia. Secretária Especial de Previdência e Trabalho. A economia comportamental a favor da previdência privada – guia para entidades de previdência privada e seguradoras. Brasília, DF, 2021b.
BIANCHI, Ana Maria; ÁVILA, Flavia. (orgs.). Guia de Economia Comportamental e Experimental. Tradução de Laura Teixeira Motta. 1. ed. São Paulo: Economia Comportamental, 2015.
CAETANO, M. A. Subsídios cruzados na previdência social brasileira. Brasília: IPEA, 2006.
FORUM ECONÔMICO MUNDIAL. Investing in (and for) Our Future. Genebra, 2019.
FUNPRESP. Adesão Automática na Funpresp: uma ação decisiva em favor da previdência. Brasília, 14 de janeiro de 2020. Disponível em: https://www.funpresp.com.br/fique-por-dentro/noticias/2020/adesaoautomaticanafunpresp-uma-acao-decisiva-em-favor-da-previdencia/. Acesso em: 02 Jun. 2021.
GIAMBIAGI, Fábio. Capitalismo: modo de usar. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. PNADC, 2017.Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-epobreza/17270-pnad-continua.html?=&t=o-que-e. Acesso em: 30 Jun. 2021.
____. Tábua de Mortalidade para o Brasil: Breve análise da evolução da mortalidade no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2019.Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes& id=73097. Acesso em: 30 Jun. 2021.
KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar duas formas de pensar. São Paulo: Objetiva, 2012.
KARLAN, Dean. Comprometido com o poupar: usando economia comportamental para motivar as pessoas. In: ÁVILA, Flávia; BIANCHI, Ana Maria. (orgs.). Guia de Economia Comportamental e Experimental. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Economia Comportamental, 2015, p. 105- 109.
MENEGUIN, Fernando B; ÁVILA, Flávia. A Economia Comportamental aplicada a políticas públicas. In: ÁVILA, Flávia; BIANCHI, Ana Maria. (orgs.). Guia de Economia Comportamental e Experimental. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Economia Comportamental, 2015, p. 210-220.
MISCHEL, Walter. O teste do marshmallow: por que a força de vontade é a chave do sucesso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
MULLAINATHAN, Sendhil; SHAFIR, Eldar. Escassez: uma nova forma de pensar a falta de recursos na vida das pessoas e nas organizações. Rio de Janeiro: Best Bussiness, 2016.
NERY, P. F. Errar é Humano: economia comportamental aplicada à aposentadoria. Brasília: Núcleo de Estudos e Pesquisas/CONLEG/ Senado, fevereiro, 2016.
GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. RODRIGUES, Bruna Letícia; PAIVA, Luiz Henrique. O MEI sob a perspectiva da economia comportamental: adesão, inadimplência e possíveis intervenções comportamentais. Revista Caderno Virtual, v. 3, n. 48, 2020.
SAMSON, Alain. Glossário. In: ÁVILA, Flávia; BIANCHI, Ana Maria (orgs.). Guia de Economia Comportamental e Experimental. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Economia Comportamental, 2015, p. 363- 373.
SARAI, Leandro. Contratações públicas sustentáveis: crítica da norma pura e caminho da transformação. Londrina, PR: Thoth, 2021, p. 82-83.
TAFNER, Paulo; GIAMBIAGI, Fábio. Previdência no Brasil: debates, dilemas e escolhas; IPEA, Rio de Janeiro, 2007.
THALER, Richard H.; SUNSTEIN, Cass R. Nudge: como tomar decisões melhores sobre saúde, dinheiro e felicidade. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 REVISTA DA AGU

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta Revista concordam com os seguintes termos:
- os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista da AGU o direito de primeira publicação;
- os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta Revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta Revista.