O CONSUMIDOR UTILITARISTA E A QUESTÃO REGULATÓRIA DA ECONOMIA COMPARTILHADA
DOI:
https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.19.n.04.2020.2548Resumo
As sociedades tendem sempre a se renovar. Desde os primórdios das sociedades, o consumo sempre esteve atrelado ao desenvolvimento de um povo: o que para uma geração podia parecer inovador e revolucionário, para outra pode ser o mais puro significado de atraso ou retrocesso. A introdução da tecnologia nas relações de consumo impulsionou a criação de uma nova forma de consumir, baseada no compartilhamento de bens e de serviços. Neste sentido, surge a Economia Compartilhada como um meio simples, de baixo custo e de grande abrangência que, em tese, facilita a vida das pessoas. Por meio de uma pesquisa bibliográfica e um método dedutivo, este artigo avalia os novos tramas que surgiram com o advento dessa nova forma de consumir, como a responsabilidade das plataformas digitais em possíveis vícios na prestação do serviço.
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