O MINIMUM MINIMORUM EXISTENCIAL DO DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE E O MODELO HERMENÊUTICO NO PROCEDIMENTO DECISIONAL: UM OLHAR SOB A PERSPECTIVA DA ALTERIDADE

Autores

  • Alessandro Timbó Nilo Universidade Católica do Salvador
  • Mônica Aguiar Universidade federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.18.n.01.2019.2456

Palavras-chave:

Direito fundamental à saúde; Mínimo existencial; Dignidade da pessoa humana.

Resumo

O presente artigo trata do mecanismo decisional que gravita as questões judiciais envolvendo o direito fundamental à saúde. Em contraposição ao princípio constitucional democrático da separação dos poderes e à reserva do possível, o princípio da dignidade da pessoa humana vem se afigurando como decisivo na fundamentação das decisões favoráveis aos pacientes, enquadrando o direito fundamental à saúde dentro do conceito de mínimo existencial. No entanto, a especificidade do bem jurídico em questão, a normatividade ética da saúde e a importância do conhecimento médico – que podem ajudar em muito os operadores do direito, vêm sendo geralmente negligenciadas nesse embate de teses que, em regra, se isola em discussões puramente jurídicas. Neste artigo, com fundamento na alteridade e numa proposta de compreensão global do direito à saúde, busca-se ressaltar a importância destes elementos no processo decisional acerca do direito fundamental em questão

Biografia do Autor

Alessandro Timbó Nilo, Universidade Católica do Salvador

Mestrando em Direito, Professor da Universidade Católica do Salvador. Médico, Advogado e Especialista em Direito Médico.

Mônica Aguiar, Universidade federal da Bahia

Doutora em Direito, Mestre e Professora Associada da UFBA. Juíza Federal aposentada, Psicóloga. Coordenadora do Programa de Mestrado em Direito da UCSal.

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Publicado

2019-04-01 — Atualizado em 2019-04-01

Como Citar

NILO, A. T.; AGUIAR, M. O MINIMUM MINIMORUM EXISTENCIAL DO DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE E O MODELO HERMENÊUTICO NO PROCEDIMENTO DECISIONAL: UM OLHAR SOB A PERSPECTIVA DA ALTERIDADE. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 18, n. 01, 2019. DOI: 10.25109/2525-328X.v.18.n.01.2019.2456. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/2456. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Artigos