OS NOVOS ESPAÇOS PÚBLICOS NA ERA DIGITAL: BREVE ANÁLISE SOBRE AS REDES SOCIAIS COMO INSTRUMENTO PARA O DEBATE POLÍTICO
DOI:
https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.18.n.04.2019.2376Palavras-chave:
democracia, redes sociais, cultura do narcismo, Debate Político, Espaço PúblicoResumo
O modelo participativo apresenta-se como uma forma evolutiva do Estado Democrático, inclusive no Brasil e as diversa formas de participação desafiam teóricos da ciência política na identificação dos espaços públicos que se erigem na contemporaneidade, especialmente em tempos que as relações estabelecidas entre os pós-modernos assumem a forma de rede e a inclusão digital passou a ser um direito humano. O presente trabalho, a partir da revisão bibliográfica nacional e estrangeira, buscou investigar, com esteio em método dedutivo, os meios de comunicação, identificados como redes sociais e sua aptidão para tornarem-se novos espaços públicos a abrigar o diálogo dialético no debate político e o consenso entre as posições divergentes. Objetivou-se também dar visibilidade à metodologia acolhida pelas redes sociais para agrupar os usuários a partir de afinidades comuns que reproduzem a cultura narcisista dessa época e que pode interferir na informação e emissão de opiniões.
Referências
ALVES, Rosental Calmon. “Jornalismo digital: Dez anos de web… e a revolução continua”. In: Comunicação e Sociedade. v. 9-10. pp. 93-102. 2006. Disponível em: http://revistacomsoc.pt/index.php/comsoc/article/view/1157. Acesso em: 01 out. 2018.
ARENDT, Hannah. O que é política?. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2002.
AVRITZER, Leonardo; SANTOS, Boaventura de Sousa. Para o cânone democrático. In: Santos, Boaventura de Sousa. Democratizar a Democracia: os caminhos da democracia participativa, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2002.
BAUMAN, Zygmund. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
BRANCO, Sérgio. Fake News e os caminhos fora da bolha. In: Interesse Nacional. Ago./Out. 2017, p. 51-61. Disponível em: http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/4758. Acesso em: 14 out. 2018
BRAGA, Renê Morais da Costa. A indústria das fake news e o discurso de ódio. In: PEREIRA, Rodolfo Viana (Org.). Direitos políticos , liberdade de expressão e discurso de ódio. Volume I. Belo Horizonte: IDDE, 2018. p. 203-220. Disponível em: https://goo.gl/XmUwkds. Acesso em: 15 out. 2018
COMPARATO, Fábio Konder. Ética. Direito, moral e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia das letras, 2006.
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de teoria do Estado. São Paulo: Ed. Saraiva, 2011
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. ebooksBrasil.com., 2003. Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/socespetaculo.html. Acesso em: 02 out. 2018.
GOMES, Eduardo Granha Magalhães. Conselhos Getores de políticas públicas: aspectos teóricos sobre o potencial de controle social democrático e eficiente. Cadernos EBAPE.BR. Fundação Getúlio Vargas. Vol. 13, nº 14, Rio de Janeiro, out./dez. 2015. Disponível em: www.scielo.br/pdf/cebape/v13n4/1679-3951-cebape-13-04-00894.pdf. Acesso em: 15 set. 2018.
HABERMAS, Jürgen. Direito e Democracia: entre facticidade e validade. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, vol. I, 2003.
HUFFPOST. 2018. Umberto Eco: "Internet? Ha dato diritto di parola agli imbecilli: prima parlavano solo al bar e subito venivano messi a tacere. Disponível em: https://www.huffingtonpost.it/2015/06/11/umberto-eco-internet-parola-agli imbecilli_n_7559082.html. Acesso em: 16 out. 2018
LASCH, Christopher. A cultura do narcisismo. A vida americana numa era de esperança em declínio. Trad. Ernani Pavaneli. Rio de Janeiro: Imago. 1983.
MANIN, Bernard; PRZWORSKI, Adam; SOTKEN, Susan C. Eleições e Representações. Lua Nova online, n. 67. p-105-138. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010264452006000200005&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 10 out. 2017.
MIGUEL, Luis Felipe. A Democracia domesticada: bases antidemocráticas do pensamento democrático contemporâneo. Dados- Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, vol. 45, nº 3, 2002. p. 483-511. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S001152582002000300006&script=sci_abstract&tlng=es. Acesso em: 13 out. 2018.
MOUFFE, Chantal. Democracia, cidadania e a questão do pluralismo. In: Política & Sociedade. 2015. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2015/1763. Acesso em: 10 set. 2018.
MONTEIRO, Lorena Madruga; MOURA, Joana Tereza Vaz de; LACERDA, Alan Daniel Freire. Teorias da democracia e a práxis política e social brasileira: limites e possibilidades. In Sociologias, vol. 17, n. 38, p.156;191, abr. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151745222015000100156&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 05 set. 2018.
ROBERTO JUNIOR, Paulo. Cerca de 70% dos brasileiros ativos no Facebook se informa pela rede social. In: Observatório de Impressa. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/cerca-de-70-dos-brasileiros-se-informam-pelo-facebook/. Acesso em: 05 set. 2018
RUE, Frank. Reporto f Special Rapporteur on the promotion and protection of right to freedom of opnion and expression. Genebra: 2011. Disponível em: http://www2.ohchr.org/english/bodies/hrcouncil/docs/17session/A.HRC.17.27_en.pdf. Acesso em: 16 out. 2018.
SCHUMPETER, Joseph. Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura, 1961.
SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. Trad. Laura Teixeira Motta. Revisão técnica Ricardo Doninelli Mendes. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
VIANA, Natalia. (2013) “O WikiLeaks e as batalhas digitais de Julian Assange”. In: Cypherpunks. São Paulo: Boitempo. Editorial. Disponível em: https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/cypherpunks-418. Acesso em: 05 out. 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 REVISTA DA AGU

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta Revista concordam com os seguintes termos:
- os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista da AGU o direito de primeira publicação;
- os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta Revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta Revista.