UMA VISÃO CRÍTICA DA POSIÇÃO DO STJ SOBRE O PERICULUM IN MORA PRESUMIDO NAS AÇÕES DE IMPROBIDADE PARA FINS DA DECRETAÇÃO DA INDISPONIBILIDADE DE BENS

Autores

  • Luis Renato Vedovato Universidade Estadual de Campinas
  • Thiago Henrique Teles Lopes Universidade Metodista de Piracicaba

DOI:

https://doi.org/10.25109/2525-328X.v.16.n.04.2017.1015

Palavras-chave:

improbidade administrativa, indisponibilidade de bens, STJ, cautelar, requisitos, fumus boni iuris, periculum in mora

Resumo

O presente artigo estabelece uma visão crítica acerca da posição adotada pelo Superior Tribunal de Justiça a respeito dos requisitos necessários para a decretação da indisponibilidade de bens do(a)(s) demandado(a)(s) nas ações de improbidade administrativa prevista na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Improbidade Administrativa, apontando que se trata de uma pretensão nitidamente cautelar e, portanto, não se esgotaria apenas na presença do fumus boni iuris para a sua imposição, até porque se trata de medida suficiente enérgica que exige cautela e prudência, sob pena de total afronta a diversos princípios constitucionais, advertindo que não houve qualquer alteração nessa conclusão com o advento do Novo Código de Processo Civil. No trabalho, é utilizado o método de levantamento jurisprudencial comparativo.

Biografia do Autor

Luis Renato Vedovato, Universidade Estadual de Campinas

Doutor em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da USP. Professor Doutor da UNICAMP. Professor do Programa de Mestrado da UNIMEP

Thiago Henrique Teles Lopes, Universidade Metodista de Piracicaba

Mestrando em Direito pela UNIMEP. Pós-graduado em Direito Processual Civil pela UNISUL. Juiz de Direito/SP.

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Publicado

2017-11-24 — Atualizado em 2017-11-24

Como Citar

VEDOVATO, L. R.; TELES LOPES, T. H. UMA VISÃO CRÍTICA DA POSIÇÃO DO STJ SOBRE O PERICULUM IN MORA PRESUMIDO NAS AÇÕES DE IMPROBIDADE PARA FINS DA DECRETAÇÃO DA INDISPONIBILIDADE DE BENS. REVISTA DA AGU, [S. l.], v. 16, n. 04, 2017. DOI: 10.25109/2525-328X.v.16.n.04.2017.1015. Disponível em: https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/AGU/article/view/1015. Acesso em: 3 abr. 2025.

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Artigos