A TENDÊNCIA AO REDIMENSIONAMENTO DOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA CIVIL NO BRASIL E NA ITÁLIA

Autores

  • Roberto de Aragão Ribeiro Rodrigues AGU

Resumo

O artigo tem por objeto o estudo da tendência à ampliação dos limites objetivos da coisa julgada civil no Brasil, ante a iminência de entrada em vigor do novo Código de Processo Civil (PL 8.046/2010), bem como na Itália, com base na moderna doutrina e jurisprudência daquele país. Analisa-se, também, o direito norte-americano, uma vez que tal tendência inspira-se no instituto da issue preclusion. Em seguida são expostos os conceitos imprescindíveis à apresentação da proposta do trabalho. Por fim, passa-se à análise das vantagens e desvantagens que poderão advir da efetivação da tendência à ampliação dos limites objetivos da coisa julgada no Brasil e na Itália.

Biografia do Autor

Roberto de Aragão Ribeiro Rodrigues, AGU

Advogado da União

Mestre em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Referências

BAPTISTA DA SILVA, Ovídio A. Os limites objetivos da coisa julgada no

atual direito brasileiro. In: Sentença e coisa julgada: ensaios e pareceres. 4. ed.

Rio de Janeiro: Forense, 2003.

BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Questões prejudiciais e coisa julgada.

Revista de Direito da Procuradoria Geral do Estado da Guanabara. v. 16. Rio de

Janeiro: Procuradoria-Geral do Estado, 1967.

______. Considerações sobre a chamada “relativização” da coisa julgada material. In:

Temas de direito processual, nona série. São Paulo: Saraiva, 2007.

BOTELHO DE MESQUITA, José Ignácio. A coisa julgada. Rio de Janeiro:

Forense, 2005.

BRASIL. Congresso Nacional. Senado Federal. Comissão de Juristas

Responsável pela Elaboração de Anteprojeto de Código de Processo Civil.

Código de Processo Civil: anteprojeto/Comissão de Juristas Responsável pela

Elaboração de Anteprojeto de Código de Processo Civil. – Brasília: Senado

Federal, Presidência, 2010. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/

senado/novocpc/pdf/anteprojeto.pdf>. Acesso em: 28 ago 2013.

BRASIL. Substitutivo aos projetos que tratam do Código de Processo Civil.

Relator-Geral: Deputado Paulo Teixeira. Disponível em: <http://www2.camara.

leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54alegislatura/

-10-codigo-de-processo-civil/proposicao/pareceres-erelatorios>.

Acesso em: 09 maio 2013.

CABRAL, Antonio do Passo. Coisa julgada e preclusões dinâmicas. Entre continuidade,

mudança e transição de posições processuais estáveis. Bahia: Juspodium, 2013.

CASAD, Robert C. ; CLERMONT, Kevin M. Res Judicata: a handbook on its theory,

doctrine and practice. Durham, North Carolina: Carolina Academic Press, 2001.

CHIOVENDA, Giuseppe. Princippi di Diritto Processuali Civile. Napoli: Casa

Editrice. Jovene, 1980.

CUNHA, Leonardo José Carneiro. Incidente de resolução de demandas repetitivas

no novo CPC. In: ROSSI, Fernando et al. (Coord.). O futuro do processo civil no

Brasil: uma análise crítica ao Projeto do Novo CPC. Belo Horizonte: Fórum, 2011.

DINAMARCO, Cândido Rangel. Fundamentos do processo civil moderno. São

Paulo: Malheiros, 2000.

FAZZALARI, Elio. Istituzioni di Diritto Processuale. 8. ed. Padova: CEDAM, 1996.

FERNANDES, Antonio Scarance. Prejudicialidade: conceito, natureza jurídica,

espécies judiciais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988.

GIDI, Antonio; TESHEINER, José Maria Rosa; PRATES, Marília Zanella.

Limites objetivos da coisa julgada no Projeto de Código de Processo Civil.

Reflexões inspiradas na experiência norte-americana. Revista de Processo. v.

São Paulo: Revista dos Tribunais, abr. 2011.

GRECO, Leonardo. Instituições de processo civil. v. II: processo de conhecimento,

ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011.

HAZARD, Jr., Geoffrey C.; LEUBSDORF, John; BASSET, Debra Lyn. Civil

Procedure. Sixth Edition New York: Thomson Reuters/Foundation Press, 2011.

LEAL, Rosemiro Pereira. O ciclo teórico da coisa julgada: de Chiovenda a

Fazzalari. Belo Horizonte: Del Rey, 2007.

______. Relativização inconstitucional da coisa julgada. Belo Horizonte: Del Rey, 2005.

LIEBMAN, Enrico Tullio. Manuale di diritto processuale civile. Settima Edizione.

Milano: Giuffrè Editore, 2007.

LOPES, Bruno Vasconcelos Carrilho. Tese de doutorado apresentada na

USP em 14 de maio de 2010. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/

disponiveis/2/2137/tde-15032013-091621/fr.php> Acesso em: 28 jul 2013.

MANCUSO, Rodolfo de Camargo. Divergência jurisprudencial e súmula

vinculante. 4. ed. revista, atuallizada e ampliada. São Paulo: Revista dos

Tribunais, 2010.

NERY JUNIOR, Nelson. Código de processo civil comentado e legislação

extravagante./Nelson Nery Junior, Rosa Maria de Andrade Nery. 11. ed. revista,

ampliada e atualizada até 17.2.2010. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010.

NIEVA FENOLL, Jordi. La cosa juzgada: el fin de um mito. Santiago: Legal

Publishing, 2010.

PETRELLA, Virginia. Note problematiche sul giudicato in punto di fatto alla

luce di principi del giusto processo civile. In: Studi in onore di Carmine Punzi.

Torino: G. Giappichelli, 2008.

PINHO, Humberto Dalla Bernardina de. A inconstitucionalidade como questão

prejudicial no controle difuso incidental da constitucionalidade das leis perante órgãos

jurisdicionais de primeira instância. Disponível em: < http://www.humbertodalla.

pro.br/arquivos/inconstitucionalidade.pdf>. Acesso em: 02 abril 2013.

PISANI, Andrea Proto. Pubblico e privato nel processo civile. São Paulo:

Revista dos Tribunais, 2012. Revista de Processo, n. 207, maio 2012.

SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo:

Saraiva, 1989.

SOARES, Marcos José Porto. O collateral estoppel no Brasil. Revista de Processo.

v. 211. São Paulo: Revista dos Tribunais, set. 2012.

THEODORO JÚNIOR, Humberto. Redimensionamento da coisa julgada.

Disponível em: <http://www.carobaecunha.adv.br/003/00301009.asp?ttCD_

CHAVE=84728>. Acesso em: 22 maio 2013.

Publicado

2013-08-30 — Atualizado em 2013-08-30

Versões

Como Citar

Rodrigues, R. de A. R. (2013). A TENDÊNCIA AO REDIMENSIONAMENTO DOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA CIVIL NO BRASIL E NA ITÁLIA. Publicações Da Escola Superior Da AGU, 2(29). Recuperado de https://revistaagu.agu.gov.br/index.php/EAGU/article/view/1405

Edição

Seção

ARTIGOS